This is what it is

Não sei fazer poema, nem poesia.
A desconstrução da minha vida não desconstruiu nada, não constrói nada, nem destrói. Só supõe, quando o faz.
Será que está tudo muito errado? ou está tão certo que parece errado? Não sei bem. Bem, nem sei. Talvez fossem preciso um mar e cinco rios para eu me encontrar.
Não sei fazer cartas de amor, não sei romantizar. Não quero.
Porém as coisas insistem em parecer não terem cor, apesar de eu pintá-las. Talvez o problema seja esse… só lemos o que queremos ler, escutamos o que queremos escutar. Lemos e escutamos do mesmo modo, vivemos do mesmo jeito. Há anos e a anos…
Que cor tem a sua luz?
A minha tem cor de lilás, assim como minha cortina. E olhando para ela, continuo sem saber fazer poema.
Conversando com a cama, digo que não quero mais reclamar. Porém, até o teto sabe que não estou sendo sincera, menos eu.
Eu existo em um poema que não foi feito por mim, nem para mim, em palavras que não foram ditas, em expressões que se escolheu não serem vistas, em pessoas que eu também faço vivas dentro de mim. Eu existo fora de mim tão mais vívidamente que até me invejo.
Mas ela está cansada, muito cansada.

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O sol de ontem bate em minhas mãos novamente e sombreia meu céu, queimando um pretexto para vida, para morte e para morte-vida. Nada que já não tenha sido escrito, falado, pensado e ouvido. Talvez não vivido, pois pretendido foi. Não cairei no vagar novamente, me separei dele e de seus carinhos ríspidos. Prefiro nada. Não (me) completa mais que tudo.
Olho para a janela do meu quarto achando que é da minh’alma e me fixo na árvore em frente. Suas folhas balançam com o vento e sinto-me balançar também, na mesma sintonia, ao mesmo tempo. Até que a angústia sopra em meu ouvido realidades e eu caiu no chão. Bato minhas mãos nas pernas e levanto, balanço o cabelo e continuo, meio bamba, porém inteira (só há rachaduras enquanto não se quebra). O cansaço me abate, junto com suas reminiscências. A complexidade humana me anima desanimadoramente e passa na minha frente, me corta e acena um ‘adeus’ com a mão. Aceno de volta, porque não?! Me lembro de quando flertava com o leviano, tempos bons.
Dois em um e um em dois. Entende o que digo?


duragdaddy:

me on the train when i hear ‘partition’

yeahs yeahs yeahs 


What’s the worst possible thing you can call a woman? Don’t hold back, now.
You’re probably thinking of words like slut, whore, bitch, cunt (I told you not to hold back!), skank.
Okay, now, what are the worst things you can call a guy? Fag, girl, bitch, pussy. I’ve even heard the term “mangina.”
Notice anything? The worst thing you can call a girl is a girl. The worst thing you can call a guy is a girl. Being a woman is the ultimate insult. Now tell me that’s not royally fucked up.

— ― Jessica Valenti, Full Frontal Feminism: A Young Woman’s Guide to Why Feminism Matters (via smellslikegirlriot)